HM | Nota de Esclarecimento
O Hospital

Nota de esclarecimento

Devido às recentes matérias publicadas sobre a Operação Lama Cirúrgica, o Hospital Metropolitano informa que foi lesado por uma quadrilha que agia em vários hospitais da Grande Vitória, vendendo materiais que não poderiam ser reutilizados para operadoras de planos de saúde, que por sua vez, encaminhavam ao Hospital para a realização de cirurgias.

Frisamos que o Hospital Metropolitano não tinha conhecimento do fato até a realização das investigações e está colaborando com o trabalho das autoridades competentes. Após ter conhecimento da investigação, suspendeu imediatamente o recebimento de produtos provenientes das empresas mencionadas no caso.

O Hospital Metropolitano é certificado pela ONA (Organização Nacional de Acreditação), entidade não governamental ligada ao Ministério da Saúde, com nível máximo de excelência. Esta certificação atesta a eficácia dos processos instituídos pelo Metropolitano e a segurança na assistência aos pacientes. Entre as vantagens da acreditação está a melhoria do gerenciamento e da qualidade dos cuidados prestados aos clientes. Trata-se de mais uma etapa relevante que a instituição cumpriu na busca da excelência organizacional e clínica.

A fim de assegurar a transparência e tranquilizar nossos clientes, relacionamos abaixo possíveis dúvidas para esclarecimento da verdade:

- Quando o Hospital Metropolitano tomou conhecimento do caso?

O Hospital Metropolitano tomou conhecimento do caso após a realização das investigações e, desde então, está colaborando com o trabalho das autoridades competentes. Repudiamos veementemente qualquer prática fraudulenta e lesiva às pessoas e às instituições, por isso cooperamos para que tais atos sejam banidos da atividade médica.

- Qual a atitude tomada pelo Hospital?

Após ter conhecimento das apurações, suspendemos imediatamente o recebimento de produtos adquiridos pelos planos de saúde por meio das empresas mencionadas no caso. É importante registrar que estas empresas fornecem materiais para várias operadoras de planos de saúde. Os médicos envolvidos não estão fazendo cirurgias no Hospital Metropolitano desde que a instituição tomou conhecimento de que estavam sendo investigados.

- Como funciona a aquisição desses materiais?

O médico solicita o material que será utilizado em cirurgia ao plano de saúde que, por sua vez, faz a cotação com os fornecedores regulamentados pelos órgãos responsáveis. O material comprado é então entregue na instituição escolhida pelo médico para a cirurgia. Para ser fornecedor, o Hospital Metropolitano exige toda a documentação legal dos materiais, ou seja, verifica se atende aos critérios e exigências determinadas pela Anvisa e Vigilância Sanitária.

- Realizei um procedimento cirúrgico no Hospital Metropolitano, corro algum risco?

Esclarecemos que a empresa investigada forneceu material para a realização de alguns procedimentos ortopédicos somente no período de junho/2016 a 26 de outubro/2017. Então, se a sua cirurgia foi realizada fora desse período, não houve utilização dos materiais mencionados. Além disso, existem outras empresas que fornecem materiais cirúrgicos aos planos de saúde, que não apenas a citada na matéria.

O Hospital Metropolitano ressalta que todos os materiais fornecidos para os procedimentos cirúrgicos sempre atenderam todas as determinações legais da Anvisa e da Vigilância Sanitária.

Entretanto, visando tranquilizar e garantir o bem-estar de nossos pacientes, iremos designar um profissional para reavaliar os casos com sinais de infecção, em que foram utilizados materiais da empresa investigada. Para isso, faça contato pelo telefone 2104-7268 ou pelo e-mail crc@metropolitano.org.br, informando seu nome completo e data da realização da cirurgia.

- Quais os sinais de infecção com que devo me preocupar e buscar atendimento?

Clientes que realizaram o procedimento mais recentemente e evoluam com os seguintes sinais: associação de dor, aumento da sensibilidade, edema local, vermelhidão e calor, ou com drenagem de secreção purulenta.

- Foi implantado algum material reprocessado no paciente?

Definitivamente não. A investigação está relacionada apenas ao uso de materiais instrumentais. Nenhuma prótese ou órtese foi reutilizada em pacientes.

SOCIEDADE DE INFECTOLOGIA DO ESPÍRITO SANTO - SIES

Nota de Esclarecimento a população – 29/01/2018

A Sociedade de Infectologia do Espírito Santo vem a público esclarecer conceitos que foram veiculados em matéria divulgada no Fantástico com o título “Quadrilha do ES reutilizava materiais médicos que deveriam estar no lixo”.

Na referida matéria foi veiculada uma entrevista indicando que o risco da infecção pode ocorrer até 10 anos após o procedimento. Tal informação tem gerado dúvida e preocupação por clientes que realizaram procedimentos há anos em diferentes hospitais no estado do Espírito Santo.

Para evitar esta preocupação cabe-nos informar que a definição de infecção de sítio cirúrgico adotada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em conformidade com organismos internacionais restringe-se a até 90 dias, se houver colocação de implantes, pela última atualização do critério por esta agência.

Deste modo, sugerimos que os pacientes que realizaram algum procedimento cirúrgico em qualquer instituição em períodos superiores a este mencionado e que estejam bem, permaneçam tranquilos.

Pacientes que realizaram o procedimento mais recentemente e que estejam apresentando sinais sugestivos de infecção (associação de dor, aumento da sensibilidade, edema local, hiperemia ou calor) ou com drenagem de secreção purulenta devem retornar em consulta médica ou entrar em contato com o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) da instituição onde realizaram o procedimento cirúrgico.

Alexandre Rodrigues da Silva
Presidente da SIES

Av. Eldes Scherrer Souza, número 488. Civit II. Serra / ES. CEP 29.168-060. Telefone: 27 2104-7000 / 27 2104-7001