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Uma batalha pela vida
Depois de passar quase quatro meses internada, sendo 80 dias na unidade de terapia intensiva (UTI), Paula Passos Costa Toledo Piza, que sofreu um grave acidente na área de armazéns do Portocel, em Aracruz, no ano passado, está, aos poucos, voltando a sua vida normal. A controladora de cargas já pode dirigir e retomou, inclusive, os estudos do curso de Engenharia Mecatrônica.
De alta desde 22 de janeiro de 2009, Paula voltou a frequentar as aulas depois de muito tempo estudando em casa. “Vou retomar o trabalho em 2010, mas em uma função diferente da que exercia antes do acidente”, diz Paula, que ainda mantém uma rotina de curativos, fisioterapia e uma alimentação muito balanceada.
Paula foi internada em estado gravíssimo no Hospital Metropolitano no dia 30 de setembro de 2008 depois de ser atropelada por uma empilhadeira que carregava dois fardos de celulose, pesando, em média, duas toneladas cada um.
“Estive lúcida por todo o momento. Quando cortaram minha calça, viram que o ferimento era grave. Mas como eu não olhei, achava que ia para o hospital dar somente alguns pontos e ir embora.” Ao contrário do que imaginava, Paula precisou se submeter a várias cirurgias e ficou na UTI por quase três meses.
A fé ajudou no processo de recuperação, afirma. “Eu assistia muito aos canais evangélicos e orava o tempo todo.” Paula ficou sem conseguir falar por alguns dias, em virtude de uma traqueostomia. Por isso, seus pais lhe deram um chocalho de presente. “Eu o balançava para me comunicar”, conta, rindo da situação.
Para a coordenadora médica da UTI do Metropolitano, Gianne Murad Sudré, a intensidade do tratamento inicial de Paula fez toda a diferença na sua recuperação. “A equipe médica esteve muito bem preparada para lidar com o caso de Paula, que era extremamente grave”. Segundo Gianne, os médicos foram extremamente hábeis em indicar os tratamentos cirúrgicos nos momentos certos e, em consequência disso, Paula obteve, ainda na fase inicial, uma chance de sobreviver e, depois, uma excelente recuperação sem praticamente nenhuma sequela grave. “Se, no início, tivéssemos tratado Paula em banho-maria, não sei se ela sobreviveria”, destaca a médica.
Hoje, Paula, que tem 27 anos, divide o tempo entre os pais, o irmão e o filho, Guilherme Toledo Piza Furtado, de quatro anos, com quem vive.